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Discografia


1973/1975 - Aço e Made in Brazil PDF Imprimir E-mail

1973 - 1975

 

AÇO

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Rolando, batendo com a Aço no Clube XV em Santos,

em algum momento de 1973, com a bateria Gretsch e um tom extra de 13’ Ludwig.
Foto: Arquivo

 

“Quando voltei do México ao Brasil, por volta de 1973, em pouco tempo firmei uma parceria com o guitarrista Luis Chagas. Assim, tocamos juntos em diversos trabalhos de teatro fazendo trilha musical ao vivo, em festivais colegiais autorais de música e shows de rock.

Na época, coisa rara hoje em dia, tínhamos uma dupla genial de empresários o Lourenço e o Auro, logo eles seriam os empresários da fase final dos Mutantes nos 70. O Auro tornou-se um mestre na iluminação de renome nacional com a sua Aurolights.

Logo estava eu novamente trabalhando em trio com a banda Aço, ensaiávamos no Colégio Objetivo da Avenida Paulista, pois meus dois companheiros tinham a maior moral com o Digênio, dono do Objetivo. O som, rock pesado.”

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Aço em 1973, ensaio em uma das salas do Colégio Objetivo, na Avenida Paulista, da esquerda para a direita: Agliberto Montenegro, com seu baixo Dan Amstrong, Rolando Castello Junior e Antonio “Babalu” Medeiros.

Foto: Arquivo

 

“Graças aos dois heróicos empresários, fomos tocar no festival Som do Cometa, um festival com as grandes bandas de rock do momento, ao ar livre, de graça, em frente ao MAM, no parque do Ibirapuera. A data do histórico evento? - 24 de dezembro de 197?.

Seriamos a última banda da noite, engraçado que, na época, fechar o evento seria o que é hoje ser uma banda de abertura, doidera pura.

Enfim, depois de umas 12 horas esperando, lá fomos nós ao palco, montamos a gloriosa Gretsch, dois amplis Snake com cabeça e duas caixas. Começamos a detonar, só rock pesado, covers de Who, West, Bruce e Laing e Grand Funk.

Quando entramos com a musica “Got this thing on the move” do Grand Funk, com um puta SLP (Sound Pressure Level) não deu outra, naquele instante a maioria do público tinha ido embora, mas quase todos os músicos ainda estavam por lá e toda aquela galera pirou no som da banda e na minha pegada e som de bateria ultra hard, naquele momento em que todos enveredavam no progressivo.

O resultado foi que em apenas e unicamente em uma noite de exposição de meu som para a alta hierarquia do rock, presente aquela noite no festival do Cometa Kohoutek, minha reputação de bom baterista de rock estabeleceu-se.”

 

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Filipeta de um dos shows da Aço produzidos pelos intrépidos

Lourenço e Áureo, da UOSA Produções.

Foto: Arquivo

 

 

MADE IN BRAZIL

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Temporada no Teatro 13 de maio, São Paulo

Foto: Arquivo

 

“Segundo seu mentor, o baixista e vocalista Oswaldo Vecchione, o Made in Brasil existe há 33 anos, tendo passado por 137 formações diferentes. No entanto, nunca estourou uma música e os registros de sua produção musical são reduzidos.Mas o grupo do Oswaldo e do irmão, o guitarrista Celso ‘Kim’ Vecchione, deixou sua marca no Rock nacional dos anos 70. Numa época em que o progressivo dominava, o Made professava  a cartilha do puro Rock n’ roll, sem firulas e feito para divertir.

Ouvir o Made hoje é uma experiência que pode soar datada e ingênua demais, mas na primeira metade da década de 70, eles eram a verdadeira cara do Rock Tupiniquim. O álbum de estréia, Made in Brasil, “de 1974”, é, de longe, o melhor do grupo. Oswaldo e

Celso, contando com os vocais de Cornélius “Lúcifer” Aguiar, bateria e percussão a cargo de Junior “depois, da Patrulha do Espaço” e Fellini, mais os teclados de Scavazzini, fizeram um verdadeiro disco de banda, explorando largamente a imagem glitter. Os destaques foram “Anjo da guarda”, “Você já foi vacinado?”, “Doce” e “Vamos todos à festa”, além de uma versão para “Aquarela do Brasil”.

Celso Pucci

Showbizz, Edição 165, abril de 1999.

 

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Foto em entrevista na Redação da

Folha de São Paulo, 3 de fevereiro de 1975.

Foto: Folha da Tarde / SP

 

 

“O Made foi minha primeira banda 100% profissional, ensaiávamos praticamente todos os dias. Todos os músicos estavam comprometidos com o sucesso da banda e a dedicação de todos era total, ninguém fazia mais nada na vida, era a banda e o trabalho 24 horas por dia, todos os dias sem exceção, nos finais de semana estávamos sempre tocando por toda a grande São Paulo, em clubes ou em temporadas em teatro.

Fora isso, tínhamos que estar todo o tempo dando entrevistas, promovendo a banda, participando ativamente de dezenas de programas de televisão, tirando fotos, fazendo reuniões, inventando roupas, provando as roupas, comprando e montando e pagando um PA.

E a cereja do bolo, que foi a gravação do primeiro álbum do Made, nos (gloriosos, maravilhosos e históricos estúdios da RCA Victor do Brasil na rua Dona Viridiana em São Paulo, antigo estúdio Scatena, aonde os Mutantes e muitos outros haviam gravado, nem preciso falar mais.”

 

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 Made na casa do empresário Mario Buonfiglio

Foto: Folha de São Paulo

 

 

“O melhor baterista de rock – Junior – tocando no melhor disco de rock n’ roll brasileiro. Seu estilo já era claro: feeling, técnica, velocidade e muita porrada!”

Charles Gavin

Cover Batera, Ano 1, N° 2

 

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O melhor som de 75: resultado, Rock – A história e a Glória, Nº 14

Disco do ano: Made in Brazil – 3º lugar 

 

 

 

Melhores bateras de 1974

Rui Mota – Mutantes

Pedrinho – Som nosso de cada dia

Zé Brasil – Apocalipsys

Diógenes – Moto Perpétuo

Rolando Castello Junior – Made in Brazil

Folha da Tarde

 

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Teatro Bandeirantes, São Paulo, show de lançamento do primeiro disco do Made in Brazil.

Foto: Arquivo

 

 

Baterias usadas na época.

Para a gravação do play usei uma Ludwig...com bumbo de 22” x 14” tons de 12”x 8” e 13 x 9” , surdo de 16” x 16” e minha caixa Gretsch de 5 e meio com pratos A. Zildjian.

 

Nos primeiros shows com o Made, eu usava uma batera de cor cromada com 1 bumbo Gretsch de 20 (pedal direito) x 14,1 bumbo Pingüim de 22x14 (pedal esquerdo), tom de 12x? Gretsch, 1tom Ludwig de 13x? , 1surdoGretsch de 16x16, um par de timbales de

13 e 14 de uma marca japonesa, comprado no México.

Posteriormente, coloquei um surdo de 15x14 Saema e um surdo 16x14 Pinguim, num pedestal de chão de tons da Gope. Nesse mesmo pedestal fiz uma adaptação e coloquei também um tom de 13x8 Pinguim, para dar um toque Neil Smith.

Depois passei os Timbales para o Fenilli usar na percussão e substitui os tons do meio da batera que eram o 12”e 13” por dois tons,que com certeza, foram os primeiros power tons usados no Brasil, pedi a Gope que transformasse dois surdos de aço inox em tons com ferragens e aros normais, coloquei-os em pedestal de chão de tons Gope e, ‘voilá’, os primeiros power tons.

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 Clube Caiçara, Santos – SP, em mais uma das inúmeras apresentações com Made in Brazil, nessa foto dá para ver bem os powers tons que fizemos na Gope

Foto: Arquivo