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Discografia


1978/1985 - Patrulha do Espaço PDF Imprimir E-mail
1978/1985 Patrulha do Espaço
Com a saída do Mutante Arnaldo Baptista, em 1978, a banda passou a contar com a participação de Percy Weiss nos vocais e realizou a gravação do primeiro disco independente de Rock do Brasil, conhecido como “Disco Preto”, de onde os hits Arrepiado e Vamos curtir uma juntos marcaram o sucesso das oito faixas lançadas em vinil.
De 1979 a 1985, a Patrulha do Espaço consolidou-se como o primeiro trio de rock pesado ou duro realizando centenas de shows, com destaque para a abertura das apresentações de Van Halen em São Paulo em 1983, quando demonstrou profissionalismo e merecidos elogios pessoais de Eddie Van Halen. São desse período as gravações do terceiro, quarto e quinto discos da Patrulha que marcaram época pelo sucesso dos clássicos Columbia, Festa do Rock e Não tenha medo.
A Patrulha do Espaço contou, ainda nesta fase, com a participação do lendário guitarrista argentino Pappo (Riff e Aeroblus), que resultou na gravação do disco Patrulha 85 editado inclusive na Argentina, com as clássicas canções: Olho Animal e Robot.
Ao contrário do que muita gente imagina, existem sim alguns poucos discos de rock nacional que parecem jamais envelhecer.Um dos casos mais emblemáticos dessa etrna jovialidade é o terceiro disco do trio capitaneado pelo lendário Rolando
Castello Junior, gravado originalmente em 1982.Em apenas oito canções, a banda conseguiu a proeza de destilar sutileza e peso sem jamais perder o rumo melódico.
A abertura com a antológica “Columbia” exibe o modo com a Patrulha havia amadurecido sua maneira de compor.O arranjo redondo dessa canção permitiu que cada solo de de guitarra e virada de bateriaestivesse em seu devido lugar,sem qualquer traço de exageros virtuosísticos,além de propiciar a Júnior a colocaçãode outras ferramentas em sua bateria, como pads eletrônicos.”Bomba” é um rockão tipicamente setentista, mas gravado com uma cristalinidade sonoraque acentuo suas qualidades melódicas,o mesmo ocorrendo com o hard blues “Jeito Agressivo”.
A mais roqueira das respostas ao elitismo dos convidados da “Festa de Arromba” está na contagiante “Festa do Rock”,uma espécie de manifesto universal em favor da alegria e chapação.”Mar Metálico” e “Cão Vadio” mostram o trio flertando com a sonoridade do Thin Lizzy de modo brilhante,que de certo modo compensa a fragilidade e irregularidade de “Transcedental”,a única a destoar da excelência deste álbum.O encerramento com o hino anticonformista”Meus 26 Anos”,extrído do repertório do do grupo Joelho de Porco,é bastante ilustrativo em mostrar como valores vigentes nos anos de ditadura já soavam envelhecidos no ínicio dos anos 80,época que marcou definitivamente o início do abrandamento de repressão política no Brasil.
Patrulha representa muito mais do que um dos melhores discos da história do rock nacional.Na verdade, o álbum é um espelho fiel da transição que os jovens roqueiros vivenciaram da inconseqüência ‘maluquete’ do passado ao vislumbre de um futuro melhor.
Regis Tadeu
Batera n 88 dezembro de 2004
O grupo Patrulha do Espaço é um dos legendários grupos vivos do som heavy metal brasileiro. Desde 1977, que o Patrulha tem se destacado por suas apresentações ao vivo e por uma discografia rara no gênero por estas plagas. No final do ano passado, o grupo lançou seu quarto LP, Patrulha IV, produção independente da Baratos Afins.
Trata-se de um álbum fundamental para que se interessa pela evolução do rock na brasuka. Interpretações vigorosas da banda e a presença de músicos virtuosos, atestam a qualidade do álbum. Para quem desconhece o potencial da banda, vale o registro que eles já arrancaram aplausos de 24.000 pessoas que lotavam o Ginásio do Ibirapuera, na abertura do show do Van Halen. Portanto, a quem interessar possa, o Patrulha é um grupo imperdível, muito mais para Nihil Wave (faixa do LP Patrulha IV) do que para a inócua niu uêive tupiniquim.
Metal, Ano 1, Nº 2
Da nova série de EPs detonados pela Baratos Afins, Este talvez seja o mais transado melodicamente e em termos de estrutura – resultado provável da presença marcante do guitarrista argentino Pappo, um virtuoso.
Embora não mostre tudo que sabe, ele confere qualidade ao trabalho da Patrulha do Espaço de tal modo que o “Patrulha 85” se torna elemento indispensável para sacar como anda rápido o desenvolvimento das bandas metálicas em Sampa (o EP do Harppia também está na lista).
As harmonias do Patrulha 85 nos trazem uma atmosfera bem hard. Robot, Olho Animal e Deus devorador são petardos Muito bem produzidos – Rock mesmo, enquanto Mulher fácil tem um quê de blues e um ritmo que valoriza o trabalho do batera Junior (aliás, a batera é ponto alto também). O baixista/vocalista Sérgio dá conta do recado – à propósito, sua voz tem um bom timbre para o estilo, precisando apenas ser mais trabalhada. El Riff é nada mais que a base instrumental de Robot com “poucas” variações. Uma pena, pois ficamos o tempo todo esperando um arraso total de Pappo, que não pinta. Mas mesmo assim vale. Um detalhe: as letras, embora diretas e viscerais, ainda deixam a desejar. Mas atenção para esse lado da próxima vez.
André Machado
Metal, Ano 1, N° 11

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"Grupo paulistano, um dos precursores do hard-rock brasileiro". (Arquivo do Rock Brasileiro)

 

 

1978

 

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Primeira foto promocional da Patrulha após a separação de Arnaldo.
Da esquerda para a direita: Oswaldo Gennari (Kokinho), Rolando Castello Jr.,
Eduardo Chermont e Percy Weiss. Foto: Grace Lagoa


No primeiro momento quando nos separamos do Arnaldo, Dudu, Koquinho e eu, ficamos extremamente apreensivos, tínhamos compromissos profissionais e contratuais para cumprir dali a dez dias. O problema maior era o repertório, já que com exceção de duas músicas, o resto do trabalho era do Arnaldo.

Nesses dias frenéticos, ensaiávamos num depósito de móveis na famosa Rua Augusta, em Sampa, em que dispúnhamos de um pequeno auditório com uns trinta lugares e um palco onde cabiam os três e algum equipamento. E no meio dessa balburdia, de fios, suor e cadeiras, havia ainda espaço para alguns amigos, entre eles, um assíduo freqüentador dos noturnos ensaios, Percy Weiss, naquele momento ex -vocalista da Made in Brazil, onde havia gravado o álbum “Jack, o Estripador”.
Durante aqueles dez dias, o Percy foi a oito ensaios e, naturalmente, ia colocando uma voz aqui, dando um palpite ali, ou uma harmonia acolá. Quando nos demos conta, o cara estava lá no palquinho com a gente.

Assim, gestou-se a Patrulha e, no dia 8 de junho de 1978, Percy, Kokinho, Dudu e eu pisamos o palco do Ginásio de Esportes de Sorocaba para o primeiro concerto juntos.

A nova formação da Patrulha teve sua estréia oficial em São Paulo, em um ciclo de concertos no Teatro 13 de maio, entre agosto e setembro de 1978. Mais alguns shows no ABC paulista e estávamos de novo afiados para tentar novos horizontes, sair do casulo, da capital e do estado. Por esse, então, já havíamos construído uma boa reputação em São Paulo.

A nossa primeira tour no sul funcionou bastante bem, apesar dos constantes problemas com o PA, fechamos o ano de 1978 com dois shows ao ar livre na Concha Acústica do Taquaral, em Campinas.

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Patrulha na estrada: Concha Acústica do Taquaral,
Campinas, 23 de dezembro de 1978. Foto:Grace Lagoa


Mas os últimos seis meses de estrada, loucura e rock and roll estavam causando algumas rachaduras na monolítica formação da Patrulha.

Nos meses que se seguiram, tentamos uma nova composição que desse impulso à banda, assim sendo, tivemos o privilégio de incorporar a guitarra de Walter Bailot, o Waltão, exímio e pesado tocador de Les Paul, vinha da Joelho de Porco e da Cães e Gatos, banda formada pela Rita Lee após sua separação da Tutti-frutti.

Fizemos a última apresentação dessa formação com o Percy e o Waltão no hoje histórico e lendário concerto no Teatro Pixinguinha, em 16 de abril de 1979.

O Percy voltaria, pouco tempo depois, para a Made, mas sua amizade e colaboração ficariam com a Patrulha até os dias de hoje. E nós seguiríamos o que era para ser nossa inclinação natural como banda: um trio pesado.



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Patrulha em ação com Percy nos vocais em mais uma gig,
no Clube Jundiaiense, Jundiaí, São Paulo em 23 de junho de 1978. Foto: Acervo

 

Patrulha na estrada, como quarteto com Percy Weiss 1978 / 1979



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Ginásio de Esportes
Clube Ituano
Clube Jundiaiense
Teatro Treze de Maio
Teatro Treze de Maio
Teatro Treze de Maio
Teatro Treze de Maio
Teatro Treze de Maio
Teatro Treze de Maio
Teatro Cacilda Becker
Teatro Cacilda Becker
Teatro Paiol
Teatro Paiol
Clube Alm. Barroso
Teatro Carlos Gomes
Teatro Carlos Gomes
Teatro Álvaro Carvalho
Teatro Álvaro Carvalho
Teatro Álvaro Carvalho
Teatro Álvaro Carvalho
Concha Acúst. Taquaral
Concha Acúst. Taquaral
Tarkus
Teatro Pixinguinha



Sorocaba (SP)
Itú (SP)
Jundiaí (SP)
São Paulo (SP)
São Paulo (SP)
São Paulo (SP)
São Paulo (SP)
São Paulo (SP)
São Paulo (SP)
São Bernardo (SP)
São Bernardo (SP)
Curitiba (PR)
Curitiba (PR)
Itajaí (SC)
Blumenau (SC)
Blumenau (SC)
Florianópolis (SC)
Florianópolis (SC)
Florianópolis (SC)
Florianópolis (SC)
Campinas (SP)
Campinas (SP)
São Paulo (SP)
São Paulo (SP)



1979


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Primeira foto promocional do trio.

Foto: Roberto Grimaldi
Em 1979, a Patrulha do Espaço consolidou-se como o primeiro trio de rock pesado ou duro, realizando um exaustivo trabalho de apresentações na capital e ABC paulista. Mas o Brasil não era somente São Paulo, portanto armamos uma nova tour pelo sul.
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Foto promocional de Rolando, com a gloriosa bateria Ludwig,
que já vinha rodando desde os Estados Unidos, Argentina e
que agora estava a serviço da Patrulha. Foto: Roberto Grimaldi


 

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Patrulha na estrada, Liverpool, Pelotas em 13 de outubro de 1979.
Da esquerda para a direita: Dudu, Julio nosso técnico de som argentino,
Rolando, Ronaldo, roadie e nosso motorista Cláudio. Foto: Grace Lagoa
Patrulha na estrada, primeira formação de trio 1979 / 1980

 

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Teatro Santos Dumont
Teatro Santos Dumont
Teatro Procópio Ferreira
Teatro Procópio Ferreira
Teatro Procópio Ferreira
Sberoc
Teatro Municipal
Teatro Universitário
Teatro Universitário
Teatro Universitário
Teatro Universitário
Teatro Carlos Gomes
Teatro Carlos Gomes
Gledson Discolaser
Gledson Discolaser
Ginásio de Esportes
Auditório Olavo Bilac
Teatro Presidente
Liverpool
Ginásio de Esportes
Teatro de Arena
Teatro de Arena
Playcenter
Playcenter
Andorinha Tênis Club
Teatro Abertura
Teatro Abertura
Teatro Abertura
Teatro Abertura


São Caetano (SP)
São Caetano (SP)
São Bernardo (SP)
São Bernardo (SP)
São Bernardo (SP)
São Caetano (SP)
São Caetano (SP)
Curitiba (PR)
Curitiba (PR)
Curitiba (PR)
Curitiba (PR)
Blumenau (SC)
Blumenau (SC)
Brusque (SC)
Brusque (SC)
Itajaí (SC)
São Leopoldo/RS
Porto Alegre/RS
Pelotas/RS
Pelotas/RS
Ribeirão Preto (SP)
Ribeirão Preto (SP)
São Paulo (SP)
São Paulo (SP)
Campinas (SP)
São Paulo (SP)
São Paulo (SP)
São Paulo (SP)
São Paulo (SP)


1980

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Dudu, Rolando e Sergio. Foto Antonio Celso Barbieri

 

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Segunda e clássica formação de trio, aqui em mais uma gig
no Auditório Augusta (SP) em 1 de fevereiro de 1981. Foto: Lincoln Baraccat

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Álbum Preto - 1980

A Patrulha gravou o primeiro disco independente de Rock do Brasil, conhecido como “Disco Preto”, distribuído de uma forma muito incomum para a época: por correio.

Os hits Arrepiado e Vamos curtir uma juntos marcaram o sucesso das oito faixas lançadas em vinil.

A Patrulha realizou dezenas de shows, sempre levando um público cada vez maior e mais fiel, lotando todos os lugares por onde se apresentou.

Entre 1980 e 1983, com o "recrutamento" do baixista, vocalista e letrista Sergio Santana, e ainda Dudu Chermont na guitarra e Rolando Castello Júnior na bateria, a Patrulha do Espaço lançou três discos homônimos, que contém músicas que se tornariam clássicos, não apenas da banda, mas do Rock Nacional. "Columbia", "Festa do Rock" e "Não Tenha Medo" representam, antes de qualquer coisa, uma referência do melhor que foi feito em Rock no Brasil no início dos anos 80, quando a Ditadura Militar já arrefecia e as pessoas procuravam formas diferentes e criativas de se expressar.

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Patrulha do espaçø - 1981


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Gravando com Ludwig e com os Roto-Tons ao fundo, segundo disco da Patrulha,
Estúdio Abertura, São Paulo. Foto:Christiana Carvalho


“Ao contrário do que muita gente imagina, existem sim alguns poucos discos de rock nacional que parecem jamais envelhecer. Um dos casos mais emblemáticos dessa eterna jovialidade é o terceiro disco do trio capitaneado pelo lendário Rolando Castello Junior, gravado originalmente em 1982. Em apenas oito canções, a banda conseguiu a proeza de destilar sutileza e peso sem jamais perder o rumo melódico.

A abertura com a antológica “Columbia” exibe o modo como a Patrulha havia amadurecido sua maneira de compor. O arranjo redondo dessa canção permitiu que cada solo de guitarra e virada de bateria estivesse em seu devido lugar, sem qualquer traço de exageros virtuosísticos,

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Patrulha - 1982 (frente)

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Patrulha - 1982 (verso)

além de propiciar a Júnior a colocação de outras ferramentas em sua bateria, como pads eletrônicos. ”Bomba” é um rockão tipicamente setentista, mas gravado com uma cristalinidade sonora que acentuou suas qualidades melódicas, o mesmo ocorrendo com o hard blues “Jeito Agressivo”.

A mais roqueira das respostas ao elitismo dos convidados da “Festa de Arromba” está na contagiante “Festa do Rock”, uma espécie de manifesto universal em favor da alegria e chapação. ”Mar Metálico” e “Cão Vadio” mostram o trio flertando com a sonoridade do Thin Lizzy de modo brilhante, que de certo modo compensa a fragilidade e irregularidade de “Transcedental”, a única a destoar da excelência deste álbum.

O encerramento com o hino anticonformista ”Meus 26 Anos”, extraído do repertório do grupo Joelho de Porco,  é bastante ilustrativo em mostrar como valores vigentes nos anos de ditadura já soavam envelhecidos no inicio dos anos 80, época que marcou definitivamente o início do abrandamento de repressão política no Brasil. Patrulha representa muito mais do que um dos melhores discos da história do rock nacional. Na verdade, o álbum é um espelho fiel da transição que os jovens roqueiros vivenciaram da inconseqüência ‘maluquete’ do passado ao vislumbre de um futuro melhor.”

Regis Tadeu - Batera nº 88, dezembro de 2004

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A Patrulha em Limeira. Rolando, Dudu e Sérgio. Foto Antonio Celso Barbieri

 

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Rolando antes do show em Limeira no Nosso Clube em 15 de novembro de 1981.
A Patrulha foi o último artista a apresentar-se neste salão do clube,
que seria demolido pouco tempo depois. Foto:Celso Barbieri

 

No início de 1983, mais precisamente em Janeiro, com a turnê brasileira da banda Van Halen, a Patrulha do Espaço, por exigência da própria banda americana, foi convidada a abrir as três apresentações em São Paulo, no Ginásio do Ibirapuera completamente lotado, numa das maiores apresentações de bandas estrangeiras que aconteceram por estas paragens.

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Dudu

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Sérgio

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Rolando

Patrulha do Espaço, Ginásio do Ibirapuera, São Paulo, abrindo para o Van Halen, 22 de janeiro de 1983.

 

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Paatrulha do Espaçø 4 - 1983

O grupo Patrulha do Espaço é um dos legendários grupos vivos do som heavy metal brasileiro. Desde 1977, que o Patrulha tem se destacado por suas apresentações ao vivo e por uma discografia rara no gênero por estas plagas. No final do ano passado, o grupo lançou seu quarto LP, Patrulha IV, produção independente da Baratos Afins. Trata-se de um álbum fundamental para quem se interessa pela evolução do rock na brasuka.

Interpretações vigorosas da banda e a presença de músicos virtuosos atestam a qualidade do álbum. Para quem desconhece o potencial da banda, vale o registro que eles já arrancaram aplausos de 24.000 pessoas que lotavam o Ginásio do Ibirapuera, na abertura do show do Van Halen. Portanto, a quem interessar possa, o Patrulha é um grupo imperdível, muito mais para Nihil Wave (faixa do LP Patrulha IV) do que para a inócua niu uêive tupiniquim.
Metal, Ano 1, Nº 2
Mais uma gig em Limeira, dessa vez no Clube Gran em 9 de julho de 1983. Foto Grace Lagoa
pe_gran_limeira
pe_patrulha_4
Foto promocional, durante a gravação do disco Patrulha 4, no Estúdio Abertura.
Foto: Zeca Menezes.


 

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Patrulha já com Sergio Santana no baixo, no Teatro da Associação Israelita Brasileira,
São Paulo em 30 de junho de 1980. Foto:Grace Lagoa

Patrulha na estrada, segunda formação de trio, conhecida como formação clássica
1980 / 1983

 

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Teatro Taib
Teatro Taib
Ginásio de Esportes
Teatro Municipal
Clube Vila Mariana
Tarkus
Teatro Santos Dumont
Led Slay
Colégio Intergraus
Aponto
Teatro Ruth Escobar
Teatro Idema
Teatro Idema
Liverpool
Auditório Augusta
Ginásio do Palmeiras
Ilha Porchat Clube
Circo dos Bancários
Auditório Augusta
Auditório Augusta
Auditório Augusta
Auditório Augusta
Auditório Augusta
Paulicéia Desvairada
Teatro Pixinguinha
Auditório Augusta
Auditório Augusta
Auditório Augusta
Auditório Augusta
Teatro Franco Zampari
Ginásio do Cobraseixos
Luz e Mistério
Luz e Mistério
Ginásio de Esportes
Ginásio de Esportes
Centro Civico
Grêmio Mogimiriano
Nosso Clube
Ginásio do Palmeiras
Ubatuba Surf
Clube Floresta
Clube do Palmeiras
Clube Rio Branco
Clube Ginástico
Ginásio de Esportes
Grêmio Mogimiriano
Ta Matete
Vó Sucena
Circo Teatro
Clube Ginástico
Hong Kong
Gin. Ibirapuera/Van Halen
Gin. Ibirapuera/Van Halen
Gin. Ibirapuera/Van Halen
Heavy Metal
Clube Gran
Heavy Metal
Petrópolis Tenis Clube
Playcenter Juvenil
Clube Caixeral
Woodstock Music Hall
Anfiteatro Araújo Viana
Teatro Tuca
Teatro Tuca

 

São Paulo (SP)
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Campos de Jordão (SP)
Guarujá (SP)
São Paulo (SP)
São Paulo (SP)
São Caetano (SP)
São Paulo (SP)
São Paulo (SP)
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Santos (SP)
São Paulo (SP)
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São Paulo (SP)
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Piracicaba (SP)
Piracicaba (SP)
Limeira (SP)
Mogi Mirim (SP)
Americana (SP)
Mogi Mirim (SP)
Limeira (SP)
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Ubatuba (SP)
Osasco (SP)
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Americana (SP)
Rio Claro (SP)
Limeira (SP)
Mogi Mirim (SP)
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Americana (SP)
Rio Claro (SP)
São Paulo (SP)
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Santos (SP)
Limeira (SP)
Santos (SP)
Porto Alegre (RS)
Passo Fundo (RS)
Santa Maria (RS)
São Paulo (SP)
Porto Alegre (RS)
São Paulo (SP)
São Paulo (SP)

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Último show da Patrulha com Eduardo Chermont (Dudu) na guitarra,
no Teatro da Universidade Católica, São Paulo em 30 de dezembro de 1983
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Patrulha 85

Da nova série de EPs detonados pela Baratos Afins, este talvez seja o mais transado melodicamente e em termos de estrutura – resultado provável da presença marcante do guitarrista argentino Pappo, um virtuoso. Embora não mostre tudo que sabe, ele confere qualidade ao trabalho da Patrulha do Espaço de tal modo que o “Patrulha 85” se torna elemento

indispensável para sacar como anda rápido o desenvolvimento das bandas metálicas em Sampa (o EP do Harppia também está na lista). As harmonias do Patrulha 85 nos trazem uma atmosfera bem hard. Robot, Olho Animal e Deus devorador são petardos Muito bem produzidos – Rock mesmo, enquanto Mulher fácil tem um quê de blues e um ritmo que valoriza o trabalho do batera Junior (aliás, a batera é ponto alto também). O baixista/vocalista Sérgio dá conta do recado – à propósito, sua voz tem um bom timbre para o estilo, precisando apenas ser mais trabalhada. El Riff é nada mais que a base instrumental de Robot com “poucas” variações. Uma pena, pois ficamos o tempo todo esperando um arraso total de Pappo, que não pinta. Mas mesmo assim vale. Um detalhe: as letras, embora diretas e viscerais, ainda deixam a desejar. Mas atenção para esse lado da próxima vez.

André Machado - Metal, Ano 1, N° 11
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Patrulha com o ás da guitarra argentino Pappo, pausa durante as gravações de Patrulha 85,
no Estúdio Vice Versa, São Paulo. Foto: Sérvio Túlio.


Em 1985, com a saída do guitarrista Dudu Chermont que vai tocar no Made In Brazil e a entrada do lendário guitarrista argentino Pappo (Riff e Aeroblus), faz com que a Patrulha lance o que é considerado por muitos como seu disco mais pesado: "Patrulha 85", praticamente um EP, com apenas 5 músicas e quem contém "Robot", quase um "Heavy Metal", mas com uma letra com forte conteúdo político-social e "Olho Animal", outra que passa a não ficar de fora de nenhuma apresentação posterior da banda editado inclusive na Argentina.

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Pappo, Sergio e Rolando. Foto: Sérvio Túlio.


Com o retorno de Pappo a Buenos Aires, onde este reiniciaria a carreira da banda Riff e a ida do baterista Rolando Castello Junior para o Inox, a Patrulha saiu de cena.

O álbum Patrulha 85 inclusive foi lançado quando a banda já havia cessado com o trabalho de estrada, sendo este o único álbum da Patrulha que não teve sequer um show de lançamento.


1977/1978 - Arnaldo e a Patrulha do Espaço   1985/1987 - Inox