Rolando News

Discografia


1985/1987 - Inox PDF Imprimir E-mail
1985 /1987 Inox
O começo.
Tivemos um começo despretensioso. Na época, eu ainda estava com a Patrulha, ou melhor, tentando reestruturar a Patrulha e, naquele momento, um certo dia o baixista Segis Capuano apareceu em minha casa para me pedir que fizesse a bateria para eles, pois precisavam gravar uma demo para a Odeon.
Ensaiamos um tema em minha casa para a tal da gravação, era uma canção muito boa e bem executada pelo Fernando, que estava na guitarra e tirando um super som de guita, essa música acabou não entrando, posteriormente, nem no repertório e muito menos na gravação do disco da banda.
Acabou não rolando a gravação da tal demo, mas fizemos duas gigs na época com o nome de Operação Fraudulenta.
Logo me encantei com o som próprio da galera e com a proposta da banda, então parei com a Patrulha e começamos a ensaiar com mais afinco, já com o nome escolhido de Inox.
Primeira foto promocional do Inox
Rolando Castello Junior, Fernando Costa, Paulo Toledo e Ségis Capuano
(Arquivo: Inox White 580)
A banda tinha um investimento pesado em termos de equipamentos e estrutura, pois foi montado um complexo com: estúdio profissional de ensaio, salas para a técnica, equipamentos, alojamento para roadies e outras loucuras. Fazíamos valer o investimento, ensaiando, compondo e arranjando as canções, todos os dias, direto.
Como resultado, pintou um contrato para gravarmos na gravadora CBS no selo Epic, um selo forte de rock lá fora, acho que fomos a primeira e talvez única banda de rock pesado brasileira a gravar nesse selo.
Então estava armado o sonho e o circo: bons músicos, uma ótima estrutura de equipamentos e física para a banda criar, um excelente contrato com uma major, empresário top, o melhor estúdio de gravação naquele momento, com um super monte de fitas de 2” e tempo quase ilimitado para gravar e mixar com um produtor super competente e gente fina: o Luis Maluly.
“Surge enfim o esperado LP do Inox, com um som para conterrâneo nenhum reclamar – embora a primeira remessa tenha defeitos nos cortes. Se as letras fossem em inglês: o grupo passaria perfeitamente como estrangeiro. Eles conseguiram conciliar letras em português com o rock, tornando as interpretações audíveis. As influências de fora existem, é claro. Porém, todos tem experiência relativa de grupos hard-progressistas por onde passaram. Paulinho está bem, Ségis e Fernando, eficientíssimos, e
Júnior destrói tudo que pode. É um som pesado de cidade grande, falando de asfalto, motores, gatas, cabelões e gente insatisfeita com as coisas atuais.
Faltam agora os shows para comprovar o que dizem: serem melhores ao vivo. Os melhores temas: Ranger, Fricção e Nuclear Atact. E nada de refresco, meu bem!!!”
Leopoldo Rey
Bizz, n° 14, setembro de 1986
O disco teve um retorno muito bom com a galera do rock pesado, na época, chegou a primeiro lugar na parada dos leitores da revista Metal e teve um ótimo recall na mídia e, o melhor de tudo, é que tivemos total liberdade de criação dentro de uma grande gravadora que só lançava hits pop na época. Foi uma vitória para todo o movimento de rock pesado naquele momento e acho que o disco é um marco e soa bem até hoje.
Rankings Brasil:
Inox – Inox
Master of Puppets – Metálica
Século XX/Bestial Devastation – Overdose/Sepultura
Vulcano livre – Vulcano
Signo de Taurus – Taurus
Ranking dos leitores nacional:
Inox – Inox
Signo de Taurus – Taurus
Vulcano livre – Vulcano
Metal, Ano 4, Nº 30 A
Rankings Brasil:
Somewhere in time – Iron Maiden
Master of Puppets – Metálica
Antes do fim – Dorsal Atlântica
Seventh Star – Black Sabbath
Inox – Inox
Ranking dos leitores nacional:
Master of Puppets – Metálica
Inox – Inox
Metal, Ano 3, Nº 28 A
Rankings Brasil:
Master of Puppets – Metálica
Somewhere in time – Iron Maiden
Inox – Inox
Fatal Portrait – King Diamond
A chave do sol – A chave do sol
Metal, Ano 3, Nº 27
Melhores de 86 nacional:
9º Inox – Fricção
Leopoldo Rey
Bizz, n° 19, fevereiro de 1987
Para mim, foi um enorme prazer ter tocado com um super baixista como o Segis, o Fernando, vulgo The Crow, que era um perfeccionista na guitarra, ademais, de um excelente tecladista e muito criativo, e o Paulinho que cantava o que sentíamos e era um grande camarada. Nos divertimos, tocamos e criamos um material musical de alto nível e bebemos e azaramos na mesma proporção, ademais tínhamos um road crew legal demais.
Pena que não chegamos a gravar um segundo play o material estava ótimo, também há registro da demo que gravamos para a CBS com uma canção inédita, assim como a versão que nunca saiu de Empty Room, mas a cereja do bolo é uma fita que ganhei de um fã com uma apresentação ao vivo do Inox na Bandeirantes FM, só posso dizer que a banda soava como gente grande.
Na minha opinião, no Brasil nunca existiu muito espaço para as bandas boas e de rock pesado nos anos 70 e 80, somente nos anos 90 com bandas como Raimundos é que o gênero conseguiu se estabelecer no maistream e esse ficou sendo o padrão estabelecido para o gênero.
Mas para quem não nasceu ontem e saca das coisas e das verdades históricas, o Inox foi uma ótima banda em seu momento e para mim é um dos pontos altos de minha carreira, portanto, agradeço ao Segis, Fernando e Paulinho a oportunidade de haver participado desse som.
Ultima foto promocional do Inox
(Arquivo: Inox4 580)
Baterias usadas:
Do começo do Inox, ainda como Operação Fraudulenta, até o final, eu usei os seguintes kits.
Kit # 1 – 2 bumbos custom de acrílico preto da Gope de 22”x14” e 6 roto – tons da Contemporânea de 8”,10”,12”,13”,16”,18”. Pratos, chimbal Zildjian de 15” Ride Zildjian de 22” e crashes variados da Ziltannan, pedais Speed King, ferragens Raul Percussão.
Kit # 2 – tambores custom de aço inox especialmente feitos pela Weril, montados com aros e canoas da Gope e pedestal de chão de tons da Pingüim, nas medidas 2 bumbos de 22”x18” , 3 tons de 12”x12”, 13”x13” e 14”x14” ,de surdos eu usava 1 roto-tons contemporânea de 16” ou de 18”ou um roto tom da Remo de 18” que era acionado com um pedal como um tímpano. Pratos, chimbal Zildjian de 15” Ride Zildjian de 22” e crashes variados da Ziltannan, pedais Speed King, ferragens Raul Percussão.
A batera do Inox com o terceiro bumbo de acrílico
Foto: Arquivo
(Arquivo: Bateria Inox mexida)
Kit # 3 Ludwig Rock Duo Silver Sparkle 2 bumbos 24 x 14, tons de 12 x 8 e 13 x 9, surdo de 16 x 16


Kit # 4 Wood Custom Drum
Como atividade extra ao Inox, comecei a fabricar baterias, foi um processo demorado até dominar a técnica de manufatura de tambores, no começo eu os montava com canoas e aros da Gope e Pingüim e ferragens de tons da Pearl ou Pingüim, depois desenvolvi canoas, pés de surdo e bumbo torneados.
Então montei o kit # 4 que tinha 2 bumbos de 24” x 18”, tons de 12” x 8”,12” x 10”,13” x 11” , 14” x 12” surdo 16”x16” e roto-tom de 18” acionado por pedal, os tambores eram todos com uma só afinação, com canoas Luthier e todos os aros Pingüim, os tambores eram pintados de preto fosco por dentro e com pintura automotiva por fora na cor Vermelho Ferrari.
Batera com 3 bumbos e o Vista geral da sala de ensaio, Piedade, SP.
arsenal de guitarras e caixas. Foto: Arquivo
Foto: Arquivo
(Arquivo: Inox JR 580) (Arquivo: Inox Geral 580)
Inox


Tivemos um começo despretensioso. Na época, eu ainda estava com a Patrulha, ou melhor, tentando reestruturar a Patrulha e, naquele momento, um certo dia o baixista Segis Capuano apareceu em minha casa para me pedir que fizesse a bateria para eles, pois precisavam gravar uma demo para a Odeon.

Ensaiamos um tema em minha casa para a tal da gravação, era uma canção muito boa e bem executada pelo Fernando, que estava na guitarra e tirando um super som de guita, essa música acabou não entrando, posteriormente, nem no repertório e muito menos na gravação do disco da banda.

Acabou não rolando a gravação da tal demo, mas fizemos duas gigs na época com o nome de Operação Fraudulenta.

Logo me encantei com o som próprio da galera e com a proposta da banda, então parei com a Patrulha e começamos a ensaiar com mais afinco, já com o nome escolhido de Inox.

inox_white_580_1
Primeira foto promocional do Inox

Rolando Castello Junior, Fernando Costa, Paulo Toledo e Ségis Capuano.

Foto: Acervo

A banda tinha um investimento pesado em termos de equipamentos e estrutura, pois foi montado um complexo com: estúdio profissional de ensaio, salas para a técnica, equipamentos, alojamento para roadies e outras loucuras. Fazíamos valer o investimento, ensaiando, compondo e arranjando as canções, todos os dias, direto.

Como resultado, pintou um contrato para gravarmos na gravadora CBS no selo Epic, um selo forte de rock lá fora, acho que fomos a primeira e talvez única banda de rock pesado brasileira a gravar nesse selo.

Então estava armado o sonho e o circo: bons músicos, uma ótima estrutura de equipamentos e física para a banda criar, um excelente contrato com uma major, empresário top, o melhor estúdio de gravação naquele momento, com um super monte de fitas de 2” e tempo quase ilimitado para gravar e mixar com um produtor super competente e gente fina: o Luis Maluly.

inox_cover

Inox (1986)

“Surge enfim o esperado LP do Inox, com um som para conterrâneo nenhum reclamar – embora a primeira remessa tenha defeitos nos cortes. Se as letras fossem em inglês: o grupo passaria perfeitamente como estrangeiro. Eles conseguiram conciliar letras em português com o rock, tornando as interpretações audíveis. As influências de fora existem, é claro. Porém, todos tem experiência relativa de grupos hard-progressistas por onde passaram. Paulinho está bem, Ségis e Fernando, eficientíssimos, e Júnior destrói tudo que pode. É um som pesado de cidade grande, falando de asfalto, motores, gatas, cabelões e gente insatisfeita com as coisas atuais.

Faltam agora os shows para comprovar o que dizem: serem melhores ao vivo. Os melhores temas: Ranger, Fricção e Nuclear Atact. E nada de refresco, meu bem!!!”

Leopoldo Rey

Bizz, n° 14, setembro de 1986

O disco teve um retorno muito bom com a galera do rock pesado, na época, chegou a primeiro lugar na parada dos leitores da revista Metal e teve um ótimo recall na mídia e, o melhor de tudo, é que tivemos total liberdade de criação dentro de uma grande gravadora que só lançava hits pop na época. Foi uma vitória para todo o movimento de rock pesado naquele momento e acho que o disco é um marco e soa bem até hoje.

inox_live

 

Rankings Brasil:

Inox – Inox Master of Puppets – Metálica Século XX/Bestial Devastation – Overdose/Sepultura Vulcano livre – Vulcano

Signo de Taurus – Taurus

 

Ranking dos leitores nacional:

Inox – Inox Signo de Taurus – Taurus Vulcano livre – Vulcano

Metal, Ano 4, Nº 30 A

 

Rankings Brasil:

Somewhere in time – Iron Maiden Master of Puppets – Metálica Antes do fim – Dorsal Atlântica Seventh Star – Black Sabbath

Inox – Inox

 

Ranking dos leitores nacional:

Master of Puppets – Metálica Inox – Inox

Metal, Ano 3, Nº 28 A

 

Rankings Brasil:

Master of Puppets – Metálica Somewhere in time – Iron Maiden Inox – Inox Fatal Portrait – King Diamond A chave do sol – A chave do sol

Metal, Ano 3, Nº 27

 

Melhores de 86 nacional:

9º Inox – Fricção - Leopoldo Rey

Bizz, n° 19, fevereiro de 1987


Para mim, foi um enorme prazer ter tocado com um super baixista como o Segis, o Fernando, vulgo The Crow, que era um perfeccionista na guitarra, ademais, de um excelente tecladista e muito criativo, e o Paulinho que cantava o que sentíamos e era um grande camarada. Nos divertimos, tocamos e criamos um material musical de alto nível e bebemos e azaramos na mesma proporção, ademais tínhamos um road crew legal demais.

Pena que não chegamos a gravar um segundo play o material estava ótimo, também há registro da demo que gravamos para a CBS com uma canção inédita, assim como a versão que nunca saiu de Empty Room, mas a cereja do bolo é uma fita que ganhei de um fã com uma apresentação ao vivo do Inox na Bandeirantes FM, só posso dizer que a banda soava como gente grande.

Na minha opinião, no Brasil nunca existiu muito espaço para as bandas boas e de rock pesado nos anos 70 e 80, somente nos anos 90 com bandas como Raimundos é que o gênero conseguiu se estabelecer no maistream e esse ficou sendo o padrão estabelecido para o gênero.

Mas para quem não nasceu ontem e saca das coisas e das verdades históricas, o Inox foi uma ótima banda em seu momento e para mim é um dos pontos altos de minha carreira, portanto, agradeço ao Segis, Fernando e Paulinho a oportunidade de haver participado desse som.

inox_4_580
Ultima foto promocional do Inox. Foto: Acervo

 

Baterias usadas com o Inox

Do começo do Inox, ainda como Operação Fraudulenta, até o final, eu usei os seguintes kits.

Kit # 1 – 2 bumbos custom de acrílico preto da Gope de 22”x14” e 6 roto – tons da Contemporânea de 8”,10”,12”,13”,16”,18”. Pratos, chimbal Zildjian de 15” Ride Zildjian de 22” e crashes variados da Ziltannan, pedais Speed King, ferragens Raul Percussão.

Kit # 2 – tambores custom de aço inox especialmente feitos pela Weril, montados com aros e canoas da Gope e pedestal de chão de tons da Pingüim, nas medidas 2 bumbos de 22”x18” , 3 tons de 12”x12”, 13”x13” e 14”x14” ,de surdos eu usava 1 roto-tons contemporânea de 16” ou de 18”ou um roto tom da Remo de 18” que era acionado com um pedal como um tímpano. Pratos, chimbal Zildjian de 15” Ride Zildjian de 22” e crashes variados da Ziltannan, pedais Speed King, ferragens Raul Percussão.

inox_bateria_mexida
A batera do Inox com o terceiro bumbo de acrílico. Foto: Acervo

 

Kit # 3 Ludwig Rock Duo Silver Sparkle 2 bumbos 24 x 14, tons de 12 x 8 e 13 x 9, surdo de 16 x 16.

Kit # 4 Wood Custom Drum

Como atividade extra ao Inox, comecei a fabricar baterias, foi um processo demorado até dominar a técnica de manufatura de tambores, no começo eu os montava com canoas e aros da Gope e Pingüim e ferragens de tons da Pearl ou Pingüim, depois desenvolvi canoas, pés de surdo e bumbo torneados.

Então montei o kit # 4 que tinha 2 bumbos de 24” x 18”, tons de 12” x 8”,12” x 10”,13” x 11” , 14” x 12” surdo 16”x16” e roto-tom de 18” acionado por pedal, os tambores eram todos com uma só afinação, com canoas Luthier e todos os aros Pingüim, os tambores eram pintados de preto fosco por dentro e com pintura automotiva por fora na cor Vermelho Ferrari.

 

Inox_jr_580
Batera com 3 bumbos e o arsenal de guitarras e caixas. Foto: Acervo.

 

 

inox_geral_580
Vista geral da sala de ensaio, Piedade (SP). Foto: Acervo.
1978/1985 - Patrulha do Espaço 1988/1989 - Vinil Urbano e Outras Produções